Terceiro Domingo da Páscoa

Terceiro Domingo da Páscoa

A nossa vida é marcada por ritmos e sinais. O Domingo surge para os cristãos como um dia de Graça, a memória de um túmulo aberto, a proclamação da vida, a partilha do pão, a maravilha dos recomeços. A tua vida é preciosa, abundante, plena de beleza. Mesmo que isso não te seja evidente neste momento, nunca deixes de o acreditar e agradecer. É o Senhor quem to diz: hoje e em todos os dias da tua história.

Sexta-feira da segunda semana do Tempo Pascal

Sexta-feira da segunda semana do Tempo Pascal

A oração é uma busca frágil e incessante de um silêncio, ao mesmo tempo tão simples e elementar e tão difícil de encontrar. Hoje, começa a tua oração deixando ecoar, no teu íntimo, esta prece do poeta Jorge de Sena: «Senhor: não peço mais do que o silêncio do mundo, o silêncio dos astros, o silêncio das coisas que outros homens fizeram, e o das coisas que eu próprio fiz. E o teu silêncio de senhor que foi. Não peço mais. Não é nada o que peço. Dá-me o silêncio.» 

Quinta-feira da segunda semana do Tempo Pascal

Quinta-feira da segunda semana do Tempo Pascal

A oração conduz-nos num caminho de unidade. É na experiência da oração  que a nossa vida se liberta, passo a passo, de todas as divisões e dicotomias que nela traçamos. Nela descobres que a vida espiritual não é tanto um conjunto de práticas e momentos pontuais que se adicionam aos teus dias, mas é a tua própria vida, em todas as suas dimensões, que se deixa configurar pela ação do Espírito de Jesus. Coloca os teus passos e gestos no caminho do Senhor, e começa assim a tua oração.

Quarta-feira da segunda semana do Tempo Pascal

Quarta-feira da segunda semana do Tempo Pascal

A oração está no coração do teu caminho pessoal e espiritual. Ela pertence-te, é o teu tesouro precioso escondido num campo, pronto a ser comprado em troca de tudo. A oração pertence-te; e tu pertences a Cristo. É Ele quem, sem cessar, te conduz e te oferece ao Pai no seu Corpo, no seu Espírito, na sua vida.
Hoje, abraça o teu breve momento de oração e entrega-o a Jesus. Deixa que Ele te reze.

Segundo Domingo da Páscoa

Segundo Domingo da Páscoa

É nas suas feridas que o Senhor se revela a Tomé. É pelo dom da paz e pelo perdão dos pecados que o Ressuscitado se apresenta no meio dos seus discípulos. Como dar corpo, arte, gesto ou escritura a uma realidade que acompanha toda a tua vida? Como exprimir em breves palavras a história de um Encontro que não termina? Estás em pleno Tempo Pascal, no qual se celebra e aprofunda a presença do Ressuscitado. Que O encontres nas feridas, na paz e no perdão, hoje e todos os dias da tua vida. 

Sexta-feira da Oitava de Páscoa

Sexta-feira da Oitava de Páscoa

Que esperança vivemos hoje? A esperança de um mundo aberto,  renovado pela plenitude do Espírito do Senhor, ou a indiferença de um mundo fechado, encerrado pelas nossas defesas, medos e seguranças? Hoje, na tua oração, acolhe as questões abertas, alarga a roda das tuas relações, aprende a arte das promessas, da esperança,  da paz, da sedução do invisível. Que a Páscoa do Senhor se torne, cada dia, a páscoa da tua vida.

Quinta-feira da Oitava da Páscoa

Quinta-feira da Oitava da Páscoa

Como escutas as Escrituras? Como um texto morto, fechado no tempo, selado com o selo da indiferença e da rotina, ou como um tecido vivo, a tecer-se permanentemente nos dias e horas da tua vida? É a ti que se dirige um testemunho antigo, surgido do seio de uma comunidade à procura de um sentido para a morte do seu Mestre. Hoje, se o Senhor caminhar contigo e escutar as lágrimas e feridas da tua história,  não deixes de O receber em tua casa e de Lhe dar do teu pão,  para que Ele o parta e o reparta.

Quarta-feira da Oitava de Páscoa

Quarta-feira da Oitava de Páscoa

A beleza da vida espiritual não está na conservação de um modelo moral ou ético; tal equivale a misturar água ao vinho maravilhoso e sublime da vida pascal e da presença do Senhor Ressuscitado na tua história. Hoje, na tua oração, renova o teu batismo, sinal do mergulhar do Espírito Santo na tua vida: e que os frutos do Espírito não deixem de amadurecer na serena e firme esperança dos teus dias.

Terça-feira da Oitava da Páscoa.

Terça-feira da Oitava da Páscoa.

É no seio da noite que se dá a glória pascal. É no interior da noite, das noites dos nossos medos, angústias e sofrimentos que o Senhor se faz presente com a força suave e imensa da sua Páscoa. Hoje, começa a tua oração com o lume novo da esperança pascal, e reza com estas palavras de um antigo hino cristão: «A noite guardou o teu corpo no sepulcro e viu a glória da tua ressurreição. Na noite da nossa vida, com a luz da fé acesa, esperamos alegres a tua vinda.»

Segunda-feira da Oitava da Páscoa

Segunda-feira da Oitava da Páscoa

Hoje é o dia seguinte, o dia após a Páscoa do Senhor. Hoje, lentamente, progressivamente, a força irresistível da Vida começa a vencer as cadeias invisíveis de morte que nos habitam. Não era possível que o Senhor ficasse sob o domínio da morte: uma vida assim, entregue, doada, amada e amante, que passou fazendo o bem, curando e libertando. Hoje, descobre em ti e nos irmãos que te rodeiam os laços que te unem ao Senhor Ressuscitado. E que a sua Vida te conduza rumo à Páscoa da libertação.

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Hoje é o primeiro dos domingos, aquele dia esperado que enche de esperança o tempo. Hoje celebra-se o evento-eixo, a pedra angular da arquitetura da nossa alegria. O Senhor ressuscitou e deu-se a conhecer aos seus discípulos. Atordoados que estavam com o facto da morte de Jesus, com muito mais razão os vemos surpreendidos com a notícia da sua ressurreição. É esse o anúncio que chega até ti. Pergunta-te agora como o receberás. E, ao mesmo tempo, recebe-o sem perguntas, como quando nos deixamos invadir por uma irresistível felicidade.

Sexta-feira da Paixão do Senhor

Sexta-feira da Paixão do Senhor

Onde há um crucificado há uma multidão que o rodeia. E podem ser muitos os motivos e a atitude de quem se põe a seguir, estrada fora, um homem que vai ser crucificado. Há os que realizam a tortura ou maquinalmente garantem que a execução é cumprida. Há os curiosos que se saciam com o espetáculo e mantêm uma distância calculada em relação à vítima. Há os desconhecidos que sentem uma empatia por aquele sofrimento e lhe oferecem a compaixão. E há os parentes e amigos do que vai ser supliciado, que permanecem ao lado dele, sentindo como seu todo aquele drama. Onde há um crucificado há uma multidão que o rodeia. Pensa que estás também ali. Pensa qual é o teu lugar.

Quinta-feira da Ceia do Senhor

Quinta-feira da Ceia do Senhor

Desloca-te em silêncio, com a ajuda da tua imaginação, à sala onde tudo acontece. Prepara a tua disponibilidade. Abre o teu coração. Não precisas de mais nada. Aceita, a partir de agora, o que se vai seguir como um encontro de amor, pois são de amor as palavras e silêncios que te vão ser ditos, ambos com a mesma intensidade, bem como o desenho dos gestos e a memória acesa que depois permanecerá. Deixa-te convidar, hoje, para a última ceia de Jesus.  

Quarta-feira da Semana Santa

Quarta-feira da Semana Santa

Começa a tua oração  com as palavras do profeta Isaías: elas são o retrato do discípulo que coloca a sua vida nos trilhos e nos passos do seu Mestre: «O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo».

Segunda-feira da Semana Santa

Segunda-feira da Semana Santa

A Semana Santa narra-nos a história de um Servo, cuja voz não gritou nem se levantou nem se fez ouvir nas praças; não quebrou a cana fendida, nem apagou a frágil torcida ainda fumegante, mas proclamou sempre e fielmente a justiça. Até ao fim. Até à entrega da sua vida. E o mistério imenso de Deus revela-se na fragilidade e no paradoxo deste relato. Neste momento de oração que agora inicias, une-te a Jesus, o Servo fiel; e caminha com Ele, de mãos dadas, em direção à Páscoa.

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Há uma força infinita na humildade. O Senhor, que hoje entra em Jerusalém,  leva em Si mesmo a doçura e a atração de uma palavra de Paz. Acompanha-O, segue-O no seu caminho: nos ramos de oliveira e nos mantos que Lhe estenderes coloca o teu desejo de paz e de uma vida reconciliada. Que a Semana Santa que agora iniciamos seja para ti um tempo intenso e privilegiado de encontro com o Senhor da tua vida.

Sexta-feira da quinta semana da Quaresma

Sexta-feira da quinta semana da Quaresma

O pecado não é uma mera infracção de uma regra.
Pecado é tudo aquilo que te afasta de Deus, do teu Pai que te ama onde quer que estejas. É o contrário do Amor e por isso leva-te sempre, mais cedo ou mais tarde, ao sofrimento. 
O Amor liberta-te. Só amando, só saído de ti em direcção aos outros és verdadeiramente livre. 
Pede a Deus, o teu Pai, um coração livre, centrado n’Ele. 
Assim, vale a pena começares a tua oração.